Crescer faturamento sem crescer margem é o padrão do e-commerce brasileiro. Na maioria dos diagnósticos que rodamos, o problema não é preço — é vazamento. Seis pontos costumam aparecer em toda operação acima de R$ 20 milhões/ano.
1. Frete subsidiado sem régua
Frete grátis universal é o dreno mais comum. Régua por CEP, ticket e categoria devolve de 1 a 3 pontos de margem em 60 dias, sem impacto material em conversão.
2. Taxa de aprovação de pagamento
Cada ponto perdido em aprovação é receita que já foi paga em mídia. Roteamento inteligente entre adquirentes, retry em janela curta e antifraude calibrado por categoria valem mais que qualquer campanha nova.
3. Devolução silenciosa
Marcas raramente medem devolução por SKU, tamanho, cor e canal de origem. Quando medem, descobrem que 20% dos SKUs geram 60% das devoluções — e que campanhas nesses SKUs são queimadoras líquidas de dinheiro.
4. Mídia no SKU errado
Feed de Shopping tratado como despejo do catálogo é a regra. Curadoria por margem contribuição, giro e disponibilidade real transforma a mesma verba em outro CAC.
5. Cupom que ninguém pediu
Popup de desconto para todo mundo trata cliente pagante como cliente sensível a preço. Segmentar cupom por probabilidade de compra sem incentivo é ganho puro de margem.
6. SLA logístico não precificado
Prometer entrega premium sem cobrar por ela vira custo fixo. Ou o cliente paga, ou a operação para de oferecer. Não há terceira via.